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Telegramas da saída limpa

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Diretor de Informação da SIC

Se for sim o bicho pega, se for não o bicho come

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O Brasil prepara-se para ser o país do mundo com maior especialização em impeachments, alargando um conceito que tem raízes jurídicas e constitucionais relativamente claras. Ao contrário da cassação do mandato do Presidente Collor de Mello, em 1992, a quase queda de Dilma Roussef tem muito poucas bases jurídicas, apesar do desastre da sua governação e de a corrupção ter tomado de assalto o seu partido, o PT, e toda a clique que vive em torno da governação e do Palácio do Planalto.

Este passo, de destituir uma Presidente brutalmente impopular e ineficaz mas eleita com toda a legitimidade, cria um precedente político grave num país em que a política mistura demasiados artistas de circo com mafiosos. Só quem não acompanha a política brasileira é que pode ter ficado surpreendido com o triste espetáculo de domingo à noite. A Câmara dos Deputados é há muito tempo aquilo mesmo: uma vergonha que felizmente não espelha o país, onde mais de metade dos tribunos está sob suspeita judicial e assegura o seu apoio num misto de nepotismo, proximidades religiosas e trocas de favores permanentes.

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