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Expresso

Telegramas da saída limpa

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Diretor de Informação da SIC

As FP25 e a condecoração que faltava

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O Presidente da República condecorou ontem Gaspar Castelo Branco, exatamente trinta anos depois de ter sido assassinado à porta de casa pelas FP-25. O Ex-Diretor Geral dos Serviços Prisionais não era uma figura consensual, mas a sua condecoração era uma obrigação do Estado Português. É aceitável, apesar de muito discutivel, que um Estado decida amnistiar ou indultar atos terroristas passados, sobretudo os ocorridos em períodos revolucionários ou pós-revolucionários. Mas não é aceitável que o mesmo Estado não preste homenagem a quem estava ao seu serviço e morreu por causa disso. Só assim se encerram processos com um mínimo de dignidade.

O caso FP-25 é um dos mais complexos da Justiça portuguesa. É um caso tráumático, de um terrorismo tardio e inaceitável, que deixou um triste rasto mortal, abriu muitas feridas políticas e acabou num imbróglio jurídico sem fim decente à vista. Perante a confusão criada e a extrema delicadeza política do caso, o Estado português acabou por avançar com indultos e amnistias, condicionando totalmente o processo judicial.

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