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Expresso

Telegramas da saída limpa

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Diretor de Informação da SIC

O que o Porto nos pode dizer sobre a TAP

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A discussão sobre a privatização da TAP esteve quase sempre condicionada por ideias feitas. De um lado, os que achavam que a empresa tinha que ser nacional, esquecendo a sua difícil situação financeira e as apertadas regras europeias que impedem ajudas de Estado neste setor.

Do outro, os que acham que o sector da aviação funciona com absoluta eficiência quando deixado nas mãos de privados, numa espécie de mundo perfeito onde a oferta e a procura estão de acordo e todos os outros fatores de gestão ou financeiros não existem.

Nessa discussão sempre defendi que a TAP não tinha futuro se ficasse nas mãos do Estado - estrangulada pela dívida e sem pode reforçar capitais -, mas que a transição para os privados devia ser gradual, de preferência sem controlo maioritário nos primeiros anos.

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  • Há muita gente que acredita que os compradores da TAP, que a compraram a horas de um governo que não tinha apoio da maioria parlamentar ir embora, tencionavam pagar o cão com o pelo do cão. O que existia até agora era isto: daqui a dois anos o Estado estaria definitivamente fora da TAP. Recebia 20 milhões e ia à sua vida. Qualquer coisa que quisesse impedir só o poderia fazer através dos tribunais. Com o acordo conseguido, que não corresponde aos objetivos de Costa e seguramente fica longe do que eu gostaria que tivesse acontecido (a nulidade de uma venda que me levanta todas as dúvidas), o Estado fica na TAP, tem o poder para bloquear vendas muito relevantes de património e pode impedir o que muito provavelmente iria acontecer: que a TAP tenha o mesmo destino da PT. E isso faz toda a diferença