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Expresso

Telegramas da saída limpa

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Diretor de Informação da SIC

Faz sentido a direita e a esquerda estarem irritadas com Marcelo?

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As posições e as não-posições de Marcelo Rebelo de Sousa na sua curiosa campanha e aparições em debates televisivos estão a provocar alguma surpresa e indignação. À esquerda, que o acusa de fazer de conta de não ter sido presidente do PSD, não ter fundado o seu partido, não ter feito uma AD com Paulo Portas e por aí fora. E à direita, que não percebe porque não anuncia que vai deitar abaixo o governo, não se reclama herdeiro de Passos Coelho, não defende valores conservadores (salvo umas idas à missa e pouco mais) e vai soltando umas frases que podiam ser de candidatos mais próximos do PS. Em suma, acusam-no de não ser carne nem peixe numa eleição que costuma ser tipicamente polarizada.

Estas críticas fazem algum sentido? Não, porque o Marcelo-candidato é a continuação perfeita do Marcelo-comentador, que toda a gente conhece a léguas e que é isso mesmo, nem carne nem peixe, divertido e consensual, simpático para a maioria e ácido de quando em vez, alguém que explica sem tomar parte, um pater famílias que desce à terra para acalmar os ânimos.

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