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Expresso

Telegramas da saída limpa

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Diretor de Informação da SIC

O sinal que o CDS está a dar

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Depois do inédito e muito discutível acordo que viabilizou o inesperado governo PS, as atenções estão muito focadas em todas as fragilidades e contradições da chamada “coligação” à esquerda. As possibilidades de desecontro são tantas que muita gente acredita que cai pelo chão numa das próximas curvas. Já aqui disse que duvido que isso ocorra no primeiro ano. E acho que a votação do Orçamento retificativo não mostrou nenhuma fragilidade à esquerda, onde cada um votou como quis porque sabia que o PSD não tinha qualquer margem para não viabilizar a salvação do Banif. O sinal político mais relevante da votação foi dada pelo CDS, ao descolar do seu parceiro e votar contra. As próximas semanas e meses vão confirmar isso.

Uma das grandes consequências do acordo à esquerda foi levar ao fim automático do acordo PSD-CDS. Isso não foi imediatamente percebido por causa da ideia criada de que estaríamos a entrar num ciclo político muito curto. Mas à medida que se percebeu que as eleiçoes podem estar mais afastadas, os dois partidos estão obrigados a ter estratégias diferentes.

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