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Expresso

Telegramas da saída limpa

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Diretor de Informação da SIC

A divertida pressão europeia

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Nos dias que correm voltámos a olhar dia sim dia sim para os mercados e para a Europa. É natural que o façamos porque a nossa economia ainda está presa por fios, a incerteza política não ajuda e a ideia de um governo de esquerda é surpreendente. Mas nesse olhar convém não sermos histéricos nem levar a sério tudo o que ouvimos. Basta olhar para a nossa bolsa de valores com calma ou pensar porque fala Rajoy para percebermos que nem sempre estamos a falar de coisas sérias.

Comecemos, por exemplo, Mariano Rajoy. Quando ele diz que “seria a primeira vez na história - desde que a democracia regressou a Portugal - que não governaria o partido que ganhou as eleições. Uma coligação entre o Partido Socialista, o Podemos de lá [Portugal] e o Partido Comunista seria muito negativo para os interesses de todos”, não está a falar para nós. Está a falar para a Espanha e a zelar pelos interesses do PP e de si próprio. Um dos cenários possíveis em Espanha passa exatamente pela possibilidade de vitória do PP sem qualquer maioria e com outros dois partidos - PSOE e Ciudadanos - a formarem governo.

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