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Expresso

Telegramas da saída limpa

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Diretor de Informação da SIC

Provavelmente a melhor notícia do ano

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A não ser que haja alguma descoberta científica fabulosa ou avanço extraordinário na medicina - coisas que seriam muito bem vindas - o mundo acordou hoje com aquela que provavelmente é a melhor notícia do ano: o acordo sobre o nuclear iraniano. Habituados a só olhar para o nosso próprio mundo, numa espiral centrípeta em que a atenção não vai muito mais longe que a Grécia, esquecemos que uma das maiores ameaças para o mundo era a tensão sobre o nuclear iraniano, na região mais instável do globo.

O acordo agora conseguido é histórico sob qualquer perspetiva. Antes de tudo, só foi possível porque Barack Obama e Hassan Rouhani são as faces moderadas de dois países que tinham escolhido a linha dura de forma aparentemente irreversível. O Grande Satã e o Eixo do Mal deixaram para trás a sua retórica pesada, nascida de uma fanatismo religioso iraniano e de um neoconservadorismo alimentado pelo 11 de Setembro. Quer Obama quer Rouhani correm imensos riscos: o presidente dos EUA tem um senado hostil e muito pró israelita; o Presidente do Irão um difícil equilíbrio entre a sua ala moderada e os duros que dominam as altas esferas do país.

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