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Expresso

A Tempo e a Desmodo

Quaresma e Mourinho

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Há quem diga que Quaresma passou ao lado de uma grande carreira porque não se esforçou; até tem mais talento que Ronaldo, mas não tem a mentalidade competitiva do homem do Real Madrid. Percebo, mas não concordo. Quaresma passou ao lado da glória, porque é de outra Era, é do tempo de Hagi, Maradona, Garrincha ou Best, é da época em que ainda existia o indivíduo dentro de campo. Sucede que o indivíduo foi assassinado no relvado, que devia ser vermelho. Agora não há indivíduos a fazer coisas inesperadas, só há onze soldados no cumprimento de ordens. Olhe-se, por exemplo, para o Chelsea do General Mourinho: ver um jogo desta equipa é um suplício, adormeço sempre no sofá, não há ali nada de belo, inesperado e individual, não há nada que coloque o espectador na ponta da cadeira. Neste futebol de caserna, a beleza de Quaresma esteve sempre condenada. Aquilo que é uma virtude, o seu génio imprevisível, passou a ser um defeito aos olhos dos Mourinhos e dos cientistas da bola.

 

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