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Expresso

A Tempo e a Desmodo

O piloto e o mal

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Quando confrontado com tragédias provocadas por seres humanos, o impulso natural da mente é procurar refúgio na natureza, ou seja, a nossa cabeça transforma automaticamente um massacre humano numa tragédia natural, transforma um assassínio conduzido pelo livre arbítrio em algo equivalente a um terramoto. É por isso que homens como Andreas Lubitz, o piloto da Germanwings, são encarados apenas e só através do ângulo da doença mental. Essa é a tal a explicação naturalista que retira os assassínos da esfera da humanidade consciente. Ah, ele afinal era um doente que não estava na posse de todas as suas capacidades. Ah, ele afinal tinha um trauma que o consumia, era um monstro ou alguém que durante minutos perdia a corrente que o ligava à humanidade. Ah, ele não escolheu fazer aquilo, foi forçado por uma pulsão, qual terramoto ou tsumani interior. No fundo, a nossa mente anseia por aquele momento em que a natureza nos diga "não, vocês nunca farão uma coisa assim, porque só ele é que tinha este defeito técnico".

 

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