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Expresso

A Tempo e a Desmodo

O PCP vai despedir pessoas?

As contas da instituição não são animadoras, e comprometem o raio de acção. Neste momento, os livros registam um saldo anual negativo de 200 mil euros, e estes números negativos arrastam-se há algum tempo, ou seja, está a ser escavado um abismo que coloca em causa o futuro. Maior problema? A despesa com funcionários. O que dizem os responsáveis? "Para atingir o equilíbrio financeiro, podemos não dispensar - e não dispensaremos certamente - uma efectiva contenção de despesa, nomeadamente de funcionamento e, nalguns casos, de estrutura". Que instituição é esta? Será uma empresa neoultraliberal? Será uma repartição pública? Serão aquelas declarações da lavra do ministro das finanças? Não. O Vítor Gaspar desta história é dirigente do PCP e dá pelo nome de Alexandre Araújo. Ficámos, portanto, a saber que o PCP vai implementar políticas de austeridade.

"Uma efectiva contenção (...) nalguns casos de estrutura". Este palavreado obscuro e típico da tribo quer dizer exactamente o quê? Que o PCP vai despedir pessoas? Se sim, quererá isso dizer que o PCP é neoultraliberal? Claro que não. O PCP despede pessoas porque é obrigado, os outros despedem pessoas porque gostam, ora essa.