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Expresso

A Tempo e a Desmodo

Montesquieu em Guantánamo

Já tive a sorte de falar com um responsável por Guantánamo. O senhor, major ou coronel, parecia uma metralhadora semântica, não parava calado, dizia que Guantánamo não era tão mau como se dizia, até tinha campos de basquetebol, os prisioneiros podiam ficar ali até ao fim da "guerra ao terror" no maior dos confortos. No final da palestra, agradeci a aula de NBA mas coloquei-lhe uma perguntinha: "ó chefe, mas quando é que acaba essa alegada guerra ao terror? Por definição, uma guerra tem um fim estratégico claro: a derrota dos exércitos do inimigo, invasão de um território, conquista de uma capital, etc., momentos concretos que marcam um fim cronológico. Nada disso existe nesta alegada guerra ao terror". Passados dez anos, julgo que a pergunta continua de pé e, pior ainda, esta natureza imprecisa mas omnipresente da alegada guerra ao terror continua a fazer estragos na própria democracia americana.

 

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