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Boris Johnson é como o primeiro Tsipras

A negação também afeta a direita

WILL OLIVER/ Foto EPA

Tem sido um espetáculo deplorável. Boris Johnson e todos os conservadores que apoiam o Brexit vivem num mundo de sonho onde só existe o poder da sua vontade, onde não existem consequências drásticas. Na altura do referendo, uma destas figuras conservadoras ligadas ao Brexit chegou ao ponto de dizer que os factos são para totós. Desde o início, o Brexit tem sido uma forma de bravata que evita a realidade, uma fuga perpétua. O que importa é correr e mostrar um agitado orgulho nacional. Mas estão a correr para onde? A verdade é que a futilidade de Johnson e afins nunca teve um plano concreto para a saída da União Europeia (UE), limitou-se a pendurar bandeiras oitocentistas no ego de uns e no desespero de outros.

Nick Cohen (Spectator) tem razão: Boris Johnson e Davis estão a correr para nenhures, estão só a correr, limitando-se a seguir a fúria cega do populismo britânico que se julga conservador apesar de desprezar a realidade. Longe vão os tempos em que a negação da realidade era um exclusivo da esquerda. A forma como a irresponsabilidade do Brexit tomou conta de parte da direita mostra como a negação não é exclusivo de ninguém. Podemos até dizer que Boris Johnson é como o primeiro Tsipras, ou seja, é um político que não assume as consequências dos seus atos, finge que é possível ter uma coisa e o seu contrário. Não há ação política mais desprezível.

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