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Venceremos

Em 1945, com a Alemanha já rodeada por todos os lados e em queda inequívoca, Goebbels forçou a derreada nação a gastar seis mil fatos de época, dois mil cavalos e cem mil figurantes (repito: 100 mil) na realização de um filme de época, “Kolberg”, um épico de guerra que retrata uma vitória alemã nas guerras napoleónicas.

Este pormenor mostra com uma precisão quase deliciosa a grande fragilidade dos sistemas totalitários: a absoluta supremacia do parecer sobre o ser; o sistema tem de ser visto de uma certa forma, a perceção exterior tem de ser pujante ou glamorosa, independentemente da sua veracidade. Na tirania, a veracidade é um exotismo ou uma curiosidade arqueológica; é para estar nos museus ao lado das peças de sílex.

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