Siga-nos

Perfil

Expresso

A lebre e a tartaruga

É uma ideia clássica: a I Guerra Mundial foi devastadora devido a um desarranjo entre a tecnologia e as táticas; os generais ainda pensavam à século XIX mas as armas já estavam no século XX. As normas, os códigos e a própria ideia de Guerra que os homens tinham na cabeça não encaixavam na metralhadora e nos tanques; a lebre tecnológica saiu correndo, a tartaruga moral ficou parada.

Se até poderíamos considerar que era cobardia não assaltar uma linha inimiga composta apenas por mosquetes ou espingardas que disparam um tiro de cada vez, já teríamos de considerar que assaltar um ninho de metralhadoras era suicídio. Mas os generais oitocentistas em 1916 eram incapazes de compreender isto e viam desonra onde só havia lógica: não, não vale a pena assaltar um ninho de metralhadoras numa carga oitocentista.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso, pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)