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Aron

O século XXI começa a parecer um eco do século XX. Convém portanto recordar o século anterior através do pensador que mais vezes esteve do lado da decência, Raymond Aron, até porque a editora Guerra & Paz acaba de reeditar as “Memórias” deste Tocqueville da Guerra Fria. Claro que em 2018 não vivemos num período semelhante ao da Guerra Fria; neste mundo fragmentado e pós-moderno composto por dezenas ou centenas de mini ou pseudonarrativas, não existe nada de semelhante à batalha ideológica entre duas grandes narrativas históricas, democracia liberal e comunismo.

Contudo, existe ainda um ponto de contacto com aquele tempo: tal como previu Aron, a Europa fragmenta-se sem a presença unificadora da NATO e dos EUA; são os americanos que unem os europeus; é a presença americana que esvazia o medo que os europeus sentem uns pelos outros. Neste momento, a Europa está em processo de fragmentação porque a América também está em fragmentação interna e sem uma visão para o seu exterior, a começar na Europa. O Ocidente, um conceito e uma realidade que Aron muitas vezes defendeu quase sozinho, está a ruir perante a nossa inércia.

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