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Star Wars: carta a Nuno Crato

Meu caro Nuno Crato,

o seu artigo sobre Star Wars publicado no Observador comete um erro clássico: considera que estamos perante um objeto de ficção científica e, nesse sentido, constata, horrorizado, os erros científicos da saga. Meu caro amigo, esperar que Star Wars ensine a inércia gravitacional do espaço é como esperar que um filme porno ensine o conceito de sexo seguro - é uma contradição nos termos. Star Wars nunca esteve no campo da ficção científica, mas sim no campo da fantasia.

Apesar do espaço e das naves, esta saga remete para um universo semelhante ao do Senhor dos Anéis ou das lendas do Rei Artur (o sabre de Luke é a Excalibur). Este universo brumoso e não científico é uma parábola moral e até religiosa que usa o fantástico como veículo; está mais próximo de “Gigante Enterrado”, de Ishiguro, do que da “Fundação”, de Asimov.

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