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O caos deu à Costa

Os sinais eram visíveis desde o início. E eram sinais com uma causa irónica: os partidos de esquerda construíram os orçamentos com os índices de investimento público mais baixos de sempre. Nem a troika cortou tanto nesta alínea. A austeridade, ao contrário do que Costa dizia, não tinha desaparecido, tinha apenas mudado de fórmula.

Costa não cortou apenas na ideia de que o estado é o motor da economia. Foi mais longe. Foi longe demais. Com a ajuda de Catarina Martins e Jerónimo de Sousa, Costa cortou como nunca nos gastos intermédios do estado, isto é, nos meios. Os diversos funcionários passaram a ganhar mais ao final do mês, mas, em troca, ficaram sem meios para trabalhar. Ao longo de quase dois anos, os sinais acumularam-se: o sector da saúde tem estado em polvorosa devido à falta de meios; há notícias de falhas graves em escolas e transportes, etc. As cativações de Centeno estavam a tornar o estado inoperacional, mas Costa lá ia passando nos intervalos da boa imprensa.

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