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Os abracinhos não resolvem (e desresponsabilizam)

Lamento imenso, mas não tenho paciência para a cultura de silêncio que se está a tentar impor neste caso. Lamento, mas respeitar quem morreu não passa por ficar calado, passa por mostrar indignação e revolta. Porque é ultrajante ouvir políticos a falar em “imprevisibilidade” quando este é o fenómeno mais português de todos. Porque é ultrajante ouvir o líder da corporação dos bombeiros a falar em “natureza revoltada” quando este é um problema português.

Porque é patético viver num país onde ninguém se demite depois de uma tragédia desta dimensão. Porque é triste viver um país liderado por um Presidente que coloca sempre os seus abracinhos à frente de qualquer outra coisa. É obsceno ouvir o Presidente dizer “fez-se o que era possível fazer” após 64 mortes provocadas pelo fenómeno mais previsível e estudado de Portugal.

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