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“Não é não” é para o Islão

“Porque é que os egípcios molestam mulheres?”. A pergunta é do escritor egípcio Alaa al Aswany, que lança uma contra-fatwa à cultura de violação das sociedades islâmicas. Esta cultura islâmica e wahabita (os dois termos tornaram-se quase sinónimos) vê a mulher como culpada da violação que acaba de sofrer; o abuso ou potencial abuso do homem sobre a mulher está no centro da sociedade, aliás, nem se fala em “abuso” ou “violação”, mas em algo natural, tão natural como o vento a passar pelas árvores.

O “não” da mulher é uma irrelevância linguística, porque ela não tem alma, vontade ou personalidade jurídica, é apenas um corpo. E o espantoso é que esta cultura existe aqui e agora nas comunidades muçulmanas da Europa. A mulher muçulmana europeia é a grande mártir, mas ninguém canta a sua dor.

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