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A mulher de Svetlana Alexievich

Em “A Guerra não tem rosto de mulher”, Svetlana Alexievich assume logo ao início uma posição que choca de frente com o igualitarismo das feministas radicais: matar é mais difícil para uma mulher do que para um homem. “Ter de matar”, diz a escritora, “é ainda mais insuportável porque a mulher dá vida. Doa-a. Transporta-a longamente dentro de si, cria-a, desfaz-se em cuidados. Percebi que as mulheres têm maior dificuldade em matar”. Instintiva e racionalmente, esta visão parece-me óbvia.

É por isso que um livro sobre mulheres-soldado da II Guerra Mundial é um momento especial, quase litúrgico, liturgia de antigo testamento. Ora, é fácil imaginar a reação do feminismo radical, não, não senhor, não há diferenças entre homens e mulheres. Lamento, mas Alexievich tem razão. Matar não é a mesma coisa para homens e mulheres. Maior fragilidade da mulher? Superioridade moral da mulher? A simples constatação de que a violência física é uma característica do homem? Escolham a narrativa que quiserem, não podem é negar a evidência.

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