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Hamilton: República não é Democracia

É curioso: devido à peça da Broadway de Lin-Manuel Miranda, Alexander Hamilton entrou finalmente na cultura popular americana; até hoje, Hamilton era o mais invisível dos pais fundadores, apesar de ser um dos mais importantes; até pode ser visto como o mais importante. E a curiosidade ou ironia é esta: o momento histórico que marca a entrada de Hamilton no panteão popular também é o momento que ameaça corroer ou mesmo destruir a sua grande herança intelectual representada pelos Federalistas (Federalists Papers) e pela própria ideia de república.

Por uma série de motivos (primárias, redes sociais) a república hamiltoniana está a ser corroída por um igualitarismo democrático que ameaça os fundamentos da liberdade. Hoje em dia, há demasiada democracia e pouca república na América e no ocidente em geral. Aliás, há uma enorme confusão conceptual entre “democracia” e “república” e a grande vítima dessa confusão tem sido a liberdade, que só sobrevive num ambiente republicano. A democracia só decide quem manda por quatro anos. O essencial (a liberdade) é definido pela república. Esta confusão entre estes dois conceitos (uma confusão que escandalizaria Hamilton) está no centro do mal-estar que todos sentimos.

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