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Lisboa: a família é mais importante do que o turismo

Num prédio de habitação familiar em Lisboa, um dos apartamentos foi transformado em “alojamento local”, isto é, passou a ser um albergue espanhol que acolhe estranhos e farras a toda a hora. Num prédio onde as pessoas têm de adormecer crianças ou idosos, num prédio onde se tenta uma vida familiar normal, há agora uma parcela que está sempre em festa dionisíaca. O caso foi para tribunal. É normal: não é fácil adormecer crianças com uma discoteca a bombar ao lado. Contra a decisão da Relação, o Supremo Tribunal deu razão ao apartamento rebelde que não quer saber do sossego familiar e que transforma uma casa numa pensão. O problema não acaba aqui.

Vi demasiadas pessoas de “direita” a comemorar esta decisão, alegando que o “estado socialista” não pode interferir na liberdade económica. Lamento, mas não se trata de socialismo. Criticar esta decisão judicial não é uma atitude socialista, é uma atitude preocupada com a célula base da sociedade: a família. E a pergunta que temos de fazer é esta: que Lisboa está a ser construída? Que futuro tem uma cidade que não acolhe famílias e crianças? E que direita é esta sempre tão rápida a sacrificar a família no altar na bolha turística?

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