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Pena suspensa é morte segura

O assassínio de Barcelos não devia ter ocorrido. Há dois anos, no contexto do seu divórcio, este homem agrediu com uma barra de ferro a própria filha e a sogra. A filha estava grávida. Seguindo a tradição portuguesa, o juiz aplicou-lhe uma pena suspensa. Ora, quem acompanha estes casos sabe uma coisa: pena suspensa é morte segura meses ou anos depois.

Tal como tem dito a APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima), o mal é a pena suspensa, porque os homens que são condenados a pena suspensa não interiorizam a interdição a que ficam obrigados, nem entendem a gravidade do que fizeram. Sem prisão efetiva não há castigo e dissuasão. Pena suspensa é um mero beliscão jurídico sem validade no mundo destes homens. Se calhar, a pena suspensa até é medalha na tasca.

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