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O terror deles, a nossa cobardia

O filme repete-se. Um islamita radical nascido e criado na Europa (nunca é um refugiado) atira uma bomba, um carro ou um camião para cima de civis inocentes nas ruas de uma cidade europeia; às vezes, degola pessoas com a faca, que é a mais simples mas também mais aterradora das armas. Mesmo perante este terror, a cínica linha de montagem começa a sua laboração.

E tudo começa com um momento quase cómico: ninguém quer ser o primeiro a mencionar o nome e a origem do terrorista; é uma cena que faz lembrar os comícios de Estaline: na URSS, ninguém queria ser o primeiro a deixar de bater palmas depois do discurso do mentor do PCP; agora ninguém quer ser o primeiro a dizer que o terrorista é um muçulmano radicalizado nos bairros muçulmanos das cidades europeias. Depois desta fase de laboração, segue-se a fase do empacotamento do cinismo através das cantilenas facebookianas, “je suis Charlie”, “je suis Bruxelas”, “je suis Berlim” e agora “Je suis Londres”.

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