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Russo ressentido

O problema, para todos nós, é que o portfólio gás-petróleo dá a Putin um leque de armas que ele pode usar para destruir de facto a ordem liberal europeia e até mundial. Além da influência económica óbvia (a Gazprom patrocina a Liga dos Campeões, por exemplo), as receitas geradas pela venda de gás e petróleo têm permitido a Putin manter operações militares convencionais e virtuais (guerra cibernética).

Este dinheiro, estas armas e estas guerras visíveis e invisíveis têm alimentado em Moscovo a lógica infalível do ressentido: se te sentes fraco, se te sentes traído e humilhado pelo status quo, então o melhor que te pode acontecer é a destruição desse status quo. A Rússia, recorde-se, ainda não digeriu o seu colapso pós-89.

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