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O “melting” precisa do “pot”

Entre o radicalismo antiocidental e antinacional do politicamente correto e o radicalismo nacionalista, a solução é o regresso à pátria kantiana (também desprezada pelo europeísmo radical, diga-se). Entre a pulsão de esquerda que sacraliza o muçulmano e que diaboliza a integração do muçulmano nos valores europeus e a pulsão nacionalista que diaboliza à partida o muçulmano, temos de recuperar a velha república cosmopolita. Quer isto dizer o quê?

Que o espírito de abertura ao “outro” (cosmopolitismo) precisa de uma base histórica e nacional (pátria) que funcione como âncora para a integração dessa alteridade. O “melting” precisa do “pot”. Problema? Como dizia há dias Fareed Zakaria, o ocidente perdeu o rasto aos conceitos clássicos de “república” e de “pátria”. É nesse sentido que podemos aprender com um curioso país asiático, Singapura - uma pátria criada através de um pensamento político que recusa o “comunitarismo” da esquerda e o “economicismo” da direita.

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