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Sim, a saúde tem preço

Há uns anos, num pediátrico em Lisboa ou Coimbra, recebemos uma factura com o valor real que o hospital acabara de gastar com os pulmões da nossa filha. Gostámos da ideia, até agradecemos, porque achávamos e achamos que o utente do SNS deve ter noção do preço real do serviço que lhe foi prestado. Era uma factura educativa que mostrava a diferença abissal entre a taxa moderadora e o preço real do serviço; era uma forma de mostrar que se deve respeito ao SNS e aos portugueses que pagam impostos.

No fundo, aquele papelinho mostrava que devemos muito uns aos outros, era um acto cívico e patriota. Mas claro que ao nosso lado outro casal ficou indignado com aquela factura, armando logo ali um banzé deveras “democrático”. Como seria de esperar, a política do SNS seguiu a indignação do casalinho que dizia que a “saúde não tem preço”: nunca mais vimos ou recebemos aquela factura. Lembrei-me desta história ao ler a excelente reportagem da revista do “Expresso” sobre as contas de um só dia do Hospital de Santa Maria.

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