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Le Pen e Louçã, a mesma linguagem

“Macron é o sonho da finança francesa, capaz de ir mais além do que o Hollande mais radical (...) ganhou milhões no banco Rothschild”. Quem afirmou isto? Le Pen, Louçã ou Melanchon, o Louçã francês? Quem é que se lembraria de classificar como “radical” o bonacheirão Hollande? “Macron é um servidor zeloso das superpotências e da globalização”. De quem é esta frase? De Louçã ou de Le Pen?

Não se afadiguem, porque a pergunta é retórica. Não há diferenças entre Louçã e Le Pen na forma como abordam Macron, a economia de mercado e a globalização, que na última década cortou para metade a pobreza extrema à escala planetária. Este pormenor moral não interessa aos radicais (Le Pen e Louçã) por duas razões. A diminuição da pobreza à escala da humanidade é indiferente para o pensamento nacionalista de Le Pen, que é honesta na sua exclusiva preocupação com a França. A sua variável moral é a “nação” e, nesta mundividência nativista, a globalização financeira fez e faz mal à grandeza da França.

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