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Wilders e os pilares comunitários

É importante separar o trigo do joio na atual viragem nacionalista dos eleitorados. Por um lado, não se pode aceitar o racismo e a xenofobia que vive na utopia regressiva: exterminar a globalização com pozinhos de perlimpimpim do baú reacionário. Mas, por outro lado, há que perceber e estimar algo mais profundo: o desejo de comunidade, a ânsia por um regresso à comunidade local e nacional depois de trinta anos de globalismo e europeísmo radical.

Se a pátria é um equilíbrio delicado entre sociedade (gesellschaft) e comunidade (gemeinschaft), é evidente que hoje em dia temos de centrar atenções na segunda. Sem comunidade a montante não pode haver a jusante o ethos global e europeu da sociedade. Os exemplos desta realidade são inúmeros. Olhe-se por exemplo para a Holanda. O radicalismo boçal de Wilders foi a única resposta que os holandeses encontraram para esta sede de História e comunidade.

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