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A “questão muçulmana” é a “questão gay”

A tensão entre o homossexual europeu e o muçulmano europeu é fundamental, mas é invisível. Está num ângulo morto. À esquerda e à direita, poucos querem ver este facto: há cada vez mais gays a pensar e a votar à direita devido à questão muçulmana. Para a esquerda, isto é um curto-circuito incompreensível. Os gays deviam fazer parte do seu redil politicamente correto, deviam ficar quietinhos junto das outras “vítimas”, os negros, os índios, os golfinhos, os muçulmanos.

Mas o problema está precisamente neste casting. Nas sociedades europeias, os muçulmanos não são vítimas, são agressores. Agridem sobretudo mulheres e gays, debaixo do silêncio conivente das feministas e dos autoproclamados líderes LGBT. Em consequência, grande parte da comunidade gay tem assumido posições à direita, pois percebeu que a luta da esquerda contra a homofobia é apenas tática: o politicamente correto só se interessa pela homofobia se o agressor for branco e de preferência cristão; se o agressor for muçulmano, o caso é silenciado.

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