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Twitter, perfeição fascista

Usei o twitter durante um dia, talvez uma manhã. Quando desativei a conta, disse à minha mulher: “Isto é perfeito para comunas ou fachos.” O twitter destrói a linguagem, a verdade e a própria realidade. Uma cabeça viciada em reduzir o pensamento a cento e quarenta carateres só sabe fazer uma de duas coisas: diabolizar o adversário ou uma realidade através de uma linguagem assente no ódio; gozar com o adversário através de uma linguagem engraçadista; quem está do outro lado ou é uma besta para exterminar, ou é um tontinho que não deve ser ouvido.

É verdade que Trump tem sido o mestre desta linguagem (já lá vamos), mas convém relembrar que o politicamente correto anti-Trump não é diferente. O sistema mainstream começou por gozar com Trump (era o caso cómico da campanha); agora é representado como um Belzebu loirinho. Não há meio termo? Não há por aí um meio termo que permita criticar Trump enquanto se procura compreender porque é que meia América votou nele? Ou será que meia América é composta por Belzebus que merecem ser queimados pelos fascistazitos de Berkeley?

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