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A “carnificina” de Trump tem um sentido

Um pessimista pode ser tão irrealista como um optimista. O desejo de apocalipse pode ser tão debilitante como a ânsia de utopia. É assim com Trump? É assim com o único Presidente da história dos EUA que tomou posse com um discurso apocalíptico escrito nos intervalos de “Walking Dead”? Sim e não. Quando se olha para o quadro geral, falar “em carnificina do povo americano” parece despropositado.

Os EUA continuam a ser a grande potência económica, tecnológica, cultural e militar do mundo. O desemprego está nos 4,7%, as taxas de criminalidade estão em mínimos históricos, há uma explosão de novas indústrias, energias e empregos, etc. Porém, debaixo deste quadro geral, existem regiões que parecem de facto o cenário de um filme pós-apocalíptico. Por exemplo, quando se olha para a epidemia de droga que varre os subúrbios brancos, percebe-se melhor o termo “carnificina”. Morrem cerca de 50 mil americanos por ano devido à epidemia de opiáceos.

Porque é que esta epidemia não aparece na grande narrativa dos média? Porque é este cataclismo social continua fora da nossa atenção? Porque as suas vítimas são brancas e não negras, porque não há um “Write Lives Matter”. Ou melhor, há: chama-se Trump.

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