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A estupidez da moda anti-vacinas

À medida que reconstruía a vida miserável dos meus bisavós e avós para o livro “Alentejo Prometido”, ri-me várias vezes sozinho. Não, não me ri da fome e da azeitona como prato principal, do cansaço tão pesado que reduzia as pessoas a animais de carga, da total ausência de defesas médicas. Os partos eram ao natural e sem apoio médico; mulheres e bebés morriam com facilidade. As doenças dominavam uma população sem médico, sem comprimidos, sem vacinas. Até malária havia.

Como vêem, a piada não está aqui, está noutro ponto: hoje em dia, burguesas e burguesas bem instalados na vidinha urbana e estupidificados pela internet e pelas modas pós-marxistas querem reviver este passado miserável. Querem de facto brincar aos pobrezinhos. Falo, por exemplo, da moda dos partos naturais que põe a vida de mães e bebés em risco. Falo sobretudo da moda anti-vacinas. É difícil encontrar idiotice mais reveladora da sociedade da internet, esta maravilhosa Camelot pós-verdade onde cada tribo encontra os instrumentos para criar a sua teoria da conspiração.

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