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Os muçulmanos não são os novos judeus

Houellebecq não é Céline. 2016 não é 1906 ou 1926. O novo nacionalismo que tem o muçulmano como o “outro” absoluto não é comparável ao nacionalismo anti-semita do passado. Tal como os Maurras de outrora, os Le Pen de hoje podem e devem ser criticados. Há muito por onde escolher. Não se pode porém comparar o anti-semitismo do final do século XIX e início do século XX com as actuais críticas ao islamismo europeu.

Os judeus não degolavam pessoas, não colocavam bombas em salas de concertos, não atiravam camiões para cima de inocentes, não atacavam com facas, espingardas e bombas a sociedade que os acolhia. Aliás, a crítica clássica que se pode fazer aos judeus é a inversa: aceitaram com passividade o novo anti-semitismo nascido por volta de 1880 e que teve o final por todos conhecido em 1939-45.

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