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O subprime da bazófia

Não sei fazer uma conta de dividir, mas a verdade é que logo no início da crise (2009-11) escrevi várias vezes sobre algo que me parecia inevitável: Portugal também iria enfrentar uma crise bancária, porque um país sem mercado de arrendamento e onde a esmagadora maioria das famílias tem crédito à habitação não podia escapar a uma crise de crédito; uma lei das rendas imoral atirara uma ou duas gerações para um modo de vida assente na hipoteca bancária; o nosso subprime poderia não ser fulminante como o americano, mas seria lento, prolongado e debilitante.

Na altura, este não era o mantra. O governo de Passos nunca encarou a banca como um problema prioritário e os Espírito Santo e afins garantiam que semelhante crise era impossível. Estava tudo bem. Portugal não iria passar por crises bancárias. Hoje sabemos que esta atitude era fogo-fátuo.

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