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O verdadeiro “crime” dos bancos

Cometo um crime se imprimir notas numa impressora gigante ali na arrecadação. Imprimir notas ou cunhar moedas é monopólio do Estado. Mas, na prática, este crime é praticado todos os dias pelos bancos privados. Não lhe posso chamar “crime” porque é permitido pela lei, mas posso falar numa fraude intelectual e moral, que é o coração deste capitalismo instável que nos apascenta. E claro que a fraude é maquilhada com a novilíngua da gestão.

Chamam-lhe “alavancagem” e assenta em impressoras virtuais de dinheiro virtual que o meu caro leitor pede emprestado para comprar a playstation ao puto e que António Costa pede emprestado para sustentar os “direitos adquiridos”. Confuso, meu caro amigo? Eu ajudo. Se você for agora ao banco e pedir um crédito à habitação, eles passam-lhe o cheque, mas logo a seguir transformam o dinheiro-que-você-ainda-não-pagou numa nota real. Real, mas invisível e só válida nas transacções entre bancos.

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