Siga-nos

Perfil

Expresso

As criadas: Trump no meio de nós

A bazófia portuguesa na questão do racismo dá-me vontade de rir. A elite portuguesa, que não tem um único negro na política, no jornalismo ou nas empresas, tem passado os dias a dizer que Portugal é um país tolerante onde nunca rebentará um populismo racista. Não rebentará, porque já rebentou, porque faz parte do ADN, porque a segregação é intrínseca à nossa sociedade.

No norte, não vejo negros. Se existem, são recolhidos à noitinha. Na grande Lisboa, os negros compõem uma parte significativa da população, mas a segregação é total. Não é uma segregação legal, mas é uma segregação implícita, orgânica, indirecta. Basta pensar nos transportes públicos. O negro e as restantes minorias tornam-se maioritários nos transportes públicos, sobretudo nos autocarros. A divisão entre quem anda de carro e quem anda de transportes não é salarial, é racial. Ao longo da vida perdi a conta às vezes em que ouvi “não ando de comboio ou autocarro, é só catinga”.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)