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Um jornalismo de causas e indignações

Vamos assumir que a maioria dos jornalistas, mesmo dos jornais conservadores, são pessoas de esquerda. Tudo bem. Mas o ponto não é a sensibilidade de cada um, o ponto é o trabalho de cada um. O jornalista tem o dever de se confrontar com aquilo que detesta.

Aliás, escrever é acima de tudo isso: ir à procura de feridas desconfortáveis para o leitor e para o escritor. Não gostamos de Trump? Óptimo. Isso porém não é o ponto de chegada, é o ponto de partida. A questão foi sempre perceber porque é que milhões de americanos estavam dispostos a gritar através de Trump. Margaret Sullivan no “The Washington Post” tentou desculpabilizar os jornalistas com um argumento estranho: começa por criticar o espírito de negação dos jornalistas, mas desculpa este comportamento com a ideia de que não devemos julgar as redacções, visto que elas acreditam numa América decente onde homens como Trump não têm lugar. O problema é precisamente este.

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