Siga-nos

Perfil

Expresso

Não maquilhem Francisco Assis

Francisco Assis não gosta de ser maquilhado, o que pode ser um sarilho nesta era de política metrossexual. Nas últimas eleições europeias, a máquina do PS tentou convencer Assis sobre a necessidade de espalhar base nos poros do nariz, nas olheiras de quem lê Kant à noitinha, na testa luzidia e propensa à gota de suor; a máquina também tentou convencê-lo a comprar uns sapatos novos, talvez os Prada que Sócrates compra com o dinheiro do “amigo”; tentou ainda convencê-lo a usar apenas camisas brancas de algodão piquet, o algodão que engana pois não deixa ver manchas de suor.

Por fim, tentou convencê-lo a cortar o cabelo, porque, apesar de parca, a guedelha de Assis insistia em ficar de pé, estragando assim o enquadramento do marketing. Com bonomia, Assis resistiu e recusou a metrossexualização da política. Há mesmo qualquer coisa de errado num político que faz campanha com uma maquilhadora (Seguro) ou engraxador (Sócrates) à ilharga. Mas a verdade é que são estes os políticos que vencem eleições, enquanto que políticos a sério como Assis ficam à ilharga do poder.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)