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Não há padres gay (ou hetero)

Anda por aí grande assuada com um antigo padre da igreja católica, Krystof Charamsa. Diz-se que este ex-monsenhor polaco foi expulso da igreja devido à sua homossexualidade. Lamento, mas não há padres gays ou, para citar o calão da festa do Avante, não há padres maricas. Nem padres hetero, nem padres bissexuais, nem padres transexuais. Há padres.

Os membros do clero não podem ter vida sexual, seja ela qual for, porque fizeram votos de castidade. A sua orientação sexual, como agora se diz, é irrelevante. Krystof Charamsa não foi expulso por ser gay, foi expulso por ter violado a regra do celibato. Se vivesse com uma mulher, também teria sido expulso.

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  • “Nunca perdi a fé em Deus. Penso até que tenha amadurecido, depois de ter passado por um martírio”

    Quando, a 13 de outubro de 2015, monsenhor Krystof Charamsa revelou a sua homossexualidade, no Vaticano, escandalizou a Igreja e o mundo católico. No dia seguinte foi expulso da Congregação para a Doutrina da Fé, da qual foi membro 12 anos, proibido de dar aulas de Teologia, de celebrar missas, de usar batina. Um ano depois, o seu livro “A Primeira Pedra – Eu, Padre gay, e a minha revolta contra a hipocrisia da igreja” (Ed. Planeta) é um grito de liberdade - e uma prece para uma igreja inclusiva, liberta de dogmas e preconceitos. O Expresso entrevistou-o, na sua passagem por Lisboa para o lançamento do livro