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A medida Mandela

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Podemos parar com comentários moralistas em relação aos colombianos que votaram “não”? É um pouco confrangedor: não somos capazes de criticar o inferno socialista da Venezuela mas já somos capazes de criticar os colombianos que enfrentam a questão moral mais delicada de todas - qual é a medida certa do perdão, a medida Mandela? Que percentagem do passado é preciso esquecer em nome da paz?

Em que ponto é que a própria paz se torna amnésica e amoral? Estamos a falar de uma nação que enfrentou uma guerra que fez 220 mil mortos e 7 milhões de deslocados. Quem somos nós para julgar estas pessoas, quem somos nós para rotular metade da Colômbia de “trumpista”? Logo nós, que perdemos a cabeça quando há um atentando que mata 50 pessoas de meio em meio ano.

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  • Colômbia prolonga cessar-fogo com as FARC até ao final do ano

    Novo prazo foi anunciado pelo Presidente da Colômbia e mais recente Nobel da Paz, Juan Manuel Santos, numa tentativa de resgatar o acordo de paz e conseguir renegociá-lo rapidamente depois de um chumbo surpresa por uma maioria dos eleitores chamados às urnas a 3 de outubro

  • “Ninguém estava preparado para a vitória do ‘Não’ ”

    Domingo, os colombianos decidiriam, em referendo, não aceitar os termos do acordo de paz assinado em agosto entre o Governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). O choque foi geral e “não se pode esperar demasiado tempo para encontrar consensos porque a sociedade está polarizada”. Nesta entrevista, feita antes da atribuição do Nobel da Paz ao Presidente Juan Manuel Santos (ver página ao lado), Juan David Cárdena Ruiz, Professor de Política e Comportamento Eleitoral da Universidade La Sabana, procura explicar a insólita vitória do “Não”

  • O pacifista improvável

    Juan Manuel Santos não foi sempre um candidato óbvio ao Nobel da Paz – e menos óbvio se tornou no início deste mês, quando a população colombiana chumbou um acordo de paz com as FARC que parecia demasiado brando para com os guerrilheiros. Certo é que desde o início da carreira política que o presidente colombiano, nascido numa família influente e poderosa na política do país, “nunca se afastou do caminho que leva ao palácio presidencial” – mesmo quando isso o envolveu em graves crises diplomáticas e escândalos nos ministérios que liderou. Ele garante que “só quer fazer o que está certo” – a paz será o objetivo, “até ao último dia da presidência”. Esta sexta-feira, soube o mundo, o Nobel da Paz foi mesmo para ele