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Manif não é liberdade, é força

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Em Portugal, a manifestação é sagrada e surge sempre associada à palavra liberdade. É como se a liberdade dependesse da existência de muitas manifestações. E, nesta associação de palavras e emoções tão portuguesa, também fica implícito de que a indignação é uma fonte de razão; o espaço público português adora a figura do indignado e quase nunca lhe pede argumentos, basta-lhe o grito dos possessos.

Eu não queria ser chato, mas convém reparar que "estar indignado" não é o mesmo que "ter razão". Por outro lado, também devemos compreender que uma manifestação de rua é uma demonstração de força, não de liberdade. Um grupo que se manifesta não está interessado na liberdade (que se mede à escala individual), está interessado em mostrar os dentes aos outros grupos da sociedade, está interessado em incutir medo. Uma manif é poder, não é liberdade. É assim com taxistas, funcionários públicos, professores, produtos de leite, etc.

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