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O silêncio de Auschwitz

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Num reflexo de ignorância e desejo de bondade, assumimos à partida que o holocausto ficou marcado na memória alemã logo a seguir a 1945, que os alemães iniciaram logo em 1945 um processo de reflexão, que os Julgamentos de Nuremberga iniciaram uma catarse colectiva. Mas não foi assim.

Nuremberga julgou altas figuras nazis, o que permitiu que milhões de alemães transferissem a sua culpa individual para os “monstros” de Nuremberga; milhões de nazis despiram a farda e voltam a ser padeiros, médicos, professores, funcionários, empresários. Sem este silêncio hipócrita, a reconstrução não teria sido possível, mas o preço foi o veneno do silêncio. Auschwitz ficou esquecido. Quando se chega aos anos 60, a nova geração de alemães não sabia o que era Auschwitz.

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