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Humanizar Trump é ofensa (e esse é o problema)

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O humorista Jimmy Fallon convidou Trump para o Tonight Show. Crime número um: não respeitou o cordão sanitário em redor do “fascista”, não seguiu o exemplo de Seth Meyers, que baniu o “monstro” do Late Night (estamos a falar do mesmo Meyers que ficou incomodado quando Jerry Seinfeld criticou o politicamente correcto que está a minar o humor).

Durante a conversa, Fallon fez uma das suas habituais palhaçadas e despenteou o cabelo de Trump. Crime número dois: Fallon humanizou o “fascista” com uma brincadeira que parecia traquinice entre neto e avô. Veredicto: no twitter, no facebook, nos jornais, na tv, a brigada politicamente correcta atacou o humor de Fallon. Por exemplo, a insuportável Samantha Bee, uma das humoristas-de-causas criada por Jon Stewart, afirmou que Fallon está mais preocupado com as audiências do que com as “pessoas castanhas”. Não, o ponto não é esse.

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  • Perante a acusação de que o brutal corte de impostos que propõe ia beneficiar os mais ricos, Trump respondeu: “Os ricos vão criar imensos postos de trabalho. Vão expandir as empresas. (...) Eles estão a deixar o nosso país e, acreditem ou não, estão a deixá-lo por que os impostos são muito altos.” Usou, contra o aumento de impostos para os mais ricos, defendido por Hillary no debate, os mesmíssimos argumentos que por cá se estão a usar. Mas não é apenas nos impostos que se revela o espírito do tempo que os populistas tão bem condensam. Ao longo da primeira parte do debate, Trump Conseguiu resumir, no seu discurso aparentemente incoerente, todo o problema da lógica empresarial aplicada à governação: ela não inclui, como ele deixou sempre bem claro, qualquer tipo de ética política. A busca do bem da comunidade resume-se a multiplicar dinheiro. De resto, é quase amoral. Se consegues escapar aos impostos és esperto, se aproveitas abusivamente as leis cumpres o teu dever para contigo e para com a empresa. Seja como for, fazes o que tens de fazer e por isso és bom. O problema de transformarmos os homens do dinheiro em oráculos políticos das Nações, como fazemos nos dias que correm, é que a amoralidade do capitalismo deixa de ter os freios morais que o impedem de se autodestruir e, bem mais importante, de nos destruir. E não é preciso que o homem do dinheiro seja Donald Trump

  • Muitas acusações, alguns apartes, nenhuma simpatia

    Hillary apresentou-se como a candidata experiente e responsável que conhece os assuntos e não vai assustar os aliados dos EUA, Trump como o outsider que trará a mudança necessária a uma América farta de decadência. O primeiro debate entre os candidatos presidenciais nos EUA não trouxe nada de imprevisível, inesperado ou incontrolado, antes confirmou aquilo que os americanos sabem deles

  • Donald Trump e o maior dos conflitos de interesses

    Ao longo de meses, o historial de fraudes, dívidas e negócios arriscados e falhados do magnata do imobiliário tem sido dissecado pelos media. Mas há um caso que ainda não ganhou tração e que, dizem especialistas, representa um risco enorme para os contribuintes americanos

  • Quem ganhou o primeiro debate presidencial?

    Maioria dos eleitores que assistiram ao vivo ao primeiro frente a frente entre Donald Trump e Hillary Clinton — e muitos internautas — dizem que a ex-secretária de Estado saiu vitoriosa do combate verbal

  • Donald, as mulheres e “ela”

    Os candidatos republicano e democrata à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump e Hillary Clinton, respetivamente, maltrataram-se durante 90 minutos. Um moderador pouco interventivo prejudicou o primeiro debate entre ambos

  • O fator X das eleições americanas

    A ameaça terrorista pode baralhar a corrida à Casa Branca e beneficiar um dos candidatos. Qual? Respondem peritos em segurança ouvidos pelo Expresso. Um artigo obrigatório em dia de debate Trump / Hillary (é já esta madrugada)