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Se o mundo está melhor, porque crescem os nacionalismos?

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Funciona, mas isso é só metade da conversa

A globalização já elevou centenas de milhões da pobreza na Ásia, África e América do Sul. O otimismo é a marca das nações asiáticas e das nações sul-americanas da costa do Pacífico, por exemplo. Se o mundo tivesse seguido a narrativa da esquerda europeia das últimas décadas, nada disto devia ter acontecido. É uma maçada. A História enganou-se quando fez o muro cair, e voltou a enganar-se quando enriqueceu meio mundo com o “capitalismo”. É uma maçada, de facto. Uma maçada epistemológica, para sermos exatos. A extrema-esquerda de Negri e até o centro-esquerda de Strauss-Kahn garantiam que a “globalização predatória” era uma forma de neocolonialismo ocidental. Durante mais de vinte anos, este lero-lero foi o dogma sagrado de jornais e universidades europeias. Hoje é claro que as populações dos países em vias de desenvolvimento beneficiaram com a globalização. Os europeus é que perderam poder e riqueza e ainda não conseguiram lidar com esta novidade ao nível mental e político. O que é normal, diga-se: como é que se pode reagir a algo que não devia existir? Seja como for, asiáticos, africanos e sul-americanos estão mais prósperos e, acima de tudo, mais saudáveis. Como tem defendido Angus Deaton, as populações estão mais altas e mais saudáveis. No campo da esperança média de vida, está a diminuir o desnível entre a OCDE e o resto do mundo.

Se a esquerda não gosta de ouvir falar no sucesso global daquilo que apelida de “capitalismo”, grande parte da direita não gosta de ouvir falar do ponto seguinte. É verdade que a direita liberal, digamos assim, venceu o debate sobre a globalização. A livre troca de bens, serviços e capitais criou uma explosão de crescimento nos países mais miseráveis.

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