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A eterna vitimização do negro

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A realidade é um pouco mais complexa do que a narrativa fofinha do Black Lives Matt


O típico videoclip de hip-hop é assim: um cantor negro e os seus amigos andam pelas ruas acenando Glocks, 38s e Magnums enquanto dão palmadinhas em bundas ao léu. A instrumentalização machista do corpo feminino e a glorificação das armas estão no centro da canção negra por excelência. Portanto, quando se fala em armas nos EUA, convém perceber que a cultura do gatilho feliz não é exclusiva dos brancos, dos hillbillies, dos sulistas confederados. Os negros também têm a sua NRA, chama-se hip-hop. O curioso é que é raríssimo ouvirmos algum americano do mainstream mencionar esta evidência da cultura negra.

Se criticar um muçulmano ou um determinado aspeto de comunidades muçulmanas, um indivíduo corre o risco de ser rotulado de “islamofóbico”. Se criticar um negro ou um determinado aspeto da cultura negra, o risco é maior, porque o rótulo será mais simples e corrosivo, “racista”. O exercício que vou fazer de seguida também só pode ser “racista” aos olhos da narrativa vigente.

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