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Le Pen tem ou não tem razão?

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A integração dos muçulmanos e a própria democracia dependem da pátria (não confundir com nacionalismo)

Em França, pensam que sou um estrangeiro. Na Argélia, dizem-me que sou emigrante.” Em conversa com um repórter do Observador, foi este o desabafo de um muçulmano dos subúrbios de Paris, Rachid Sibali, neto de um marroquino que emigrou para França. É um desabafo que resume a questão muçulmana na Europa. É que a causa do radicalismo e do terror não é a pobreza ou o desemprego. Esse é o reflexo que a esquerda quer ver neste espelho (aliás, o narcisismo da esquerda transforma todos os problemas da realidade num espelho). O problema não se resolve com mais estado social, com mais subsídios, com mais multiculturalismo. E, ao contrário do que julga grande parte da direita liberal, a questão também não se resolve com mais crescimento económico.

Com ou sem um bom emprego, com ou sem subsídios, Rachid Sibali sentir-se-á sempre em terra de ninguém, sentir-se-á sempre demasiado argelino para os franceses e demasiado francês para os argelinos.

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