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ONU não é melhor do que a Goldman Sachs

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A outra Goldman Sachs

FOTO REUTERS

Não aprecio Durão Barroso e não confio neste capitalismo de algoritmos gerido pelas Goldman Sachs. É por isso que nunca pedi dinheiro ao banco, é por isso que defendo a austeridade, isto é, uma menor dependência de Portugal em relação ao crédito oferecido pelas Goldman Sachs. O curioso é que os histéricos anti-Goldman Sachs são também os maiores aliados da Goldman Sachs, porque rejeitam a austeridade, porque não querem deixar de governar através da dívida garantida por esta torre de marfim financeira. Sim, a esquerda é que é “neoliberal”, a esquerda é que não sabe governar sem o recurso ao “capitalismo de casino”, a esquerda é que exige o endividamento do estado e o consumismo das famílias. Os progressistas, e até os revolucionários, passam a manhã a xingar o capitalismo (o que garante boa imprensa), mas à tarde só sabem governar com esse capitalismo (o que garante clientelas políticas). É uma das grandes fraudes intelectuais do nosso tempo.

E, nas últimas semanas, esta fraude tem sido o cenário de uma das narrativas do verão, que reza assim: Durão Barroso é uma personagem amoral porque resolveu entrar na Goldman Sachs; ao invés, António Guterres é um exemplo de retidão porque está a tentar liderar a ONU. Mas alguém julga que a ONU é um local de princesas imaculadas?

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