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Não criticar o Islão é que alimenta a extrema-direita

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Querem derrotá-la? Então parem de arranjar desculpas para os muçulmanos

FOTO © CHARLES PLATIAU/REUTERS

A cena já enjoa: muçulmanos assassinam pessoas numa qualquer cidade europeia, mas um enxame de bem-pensantes varre as televisões e os jornais com um discurso desonesto que começa pelo fim, e não pelo princípio. Alguém de apelido Mohammed mata inocentes, mas só ouvimos falar em Marine Le Pen; um islamita degola padres ou cartoonistas, mas o foco da conversa é o alegado interesse que o caso tem para a extrema-direita. De facto, Le Pen e Trump são belas bengalas narrativas, são espantalhos úteis que poupam os bem-pensantes ao confronto com o mal, que (ainda) não está na extrema-direita francesa ou alemã. Desde o 11 de Setembro (célula de Hamburgo) sabemos que o mal está nas comunidades muçulmanas que, apesar de viverem na Europa, recusam os valores europeus. Além de intrinsecamente desonesto, este politicamente correto começa a ser sufocante e está a originar uma reação violenta da maioria das pessoas, que se sentem enganadas pela aliança entre média e políticos do centro.

As violações de Colónia e na Suécia são um bom exemplo: os média tentaram ao máximo esconder os casos e não duvido que este silenciamento da violência muçulmana é visto como um dever por grande parte do jornalismo europeu. Paradoxalmente, esta decadência moral e intelectual é o grande aliado da extrema-direita.

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