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Somme e sorte

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Sentir medo e perceber que temos sorte

Tente visualizar corpos vaporizados que dão um traço vermelho ao negro da lama, do esterco, das ratazanas, dos cadáveres que conservam, apesar de tudo, a forma humana. Tente visualizar seis mortos por segundo. Tente visualizar 20 mil mortos num só dia, mais 35 mil mutilados, jovens sem braços, pernas e partes despiciendas da cabeça como um ou outro pedaço do nariz. Se contarmos só com os mortos, este inferno dá uma média de sete 11 de setembros, cento e cinquenta e três ataques ao Bataclan ou duzentos e cinquenta ataques de Nice. Se adicionarmos os mutilados, ficamos com dezoito 11 de setembros, quatrocentos e vinte Bataclans e seiscentos e oitenta e sete Nices. Agora repita a cena e as contas cento e quarenta vezes, porque estes números são referentes apenas e só ao primeiro dia da Batalha do Somme, 1 de julho de 1916. Aliás, são referentes ao primeiro dia e ao exército britânico.

Falta adicionar as baixas do lado alemão e francês.

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